Eis algumas fotografias que tiveram parte em um filme sobre uma fotografia. Esta é também uma oportunidade para revê-lo, o que já fiz. Hoje é de outra maneira que vejo estas fotografias, sobretudo porque de lá para cá já vi muita coisa que alterou a minha perspectiva sobre a Fotografia. Eis então um pequeno ensaio, independente, que espero contar uma história por si.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
o! brave new world!
Sessenta e duas mil e quatrocentas repetições fazem uma verdade. Que idiotada! capítulo terceiro
Mesmo depois da decantação, está sempre dentro de uma proveta, de uma invisível proveta de fixações infatis e embrionárias. Cada um de nós, já se vê - prosseguiu meditivamente o Administrador - atravessa a vida dentro de uma proveta. capítulo décimo sexto
Mas eu não quero conforto. Quero Deus, quero a poesia, quero o autêntico perigo, quero a liberdade, quero a bondade, quero o pecado. capítulo décimo sétimo
de Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley
(trad. Mário Henrique Leiria, Ed. "Livros do Brasil" Lisboa, col. Dois Mundos)
domingo, 22 de novembro de 2009
Crónica
Se pudesse falar com um anónimo, não me levaria a lado nenhum, porque eu mesma passaria a ser anónima e as respostas de um e outro seriam aleatórias.
Não podendo falar com um anónimo, gostaria de saber com quem posso falar.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Museu do Chiado hoje

Este não era o resultado que me motivou a dizer a minha querida Dê que ía hoje ao Museu do Chiado e lhe faria um desenho. Também não era este Museu do Chiado que estava à espera. Mas talvez isso não seja desculpa - não é, com certeza.
A figura é uma parca representação de uma das estátuas do jardim do museu. Desisti dela ainda não tinha acabado o desenho: daí que as proporções estejam absurdas. Acabei por escrver por cima (em vez de escrever noutra página) para disfarçar, o que até deu um efeito estético interessante.
sábado, 14 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
A surpresa
Tudo o que construo na minha imaginação, em forma de desejos e previsões de futuro, eclipsa-se facilmente com a surpresa da realidade.
- Acabei o dia de ontem com a resignação de que o dia seguinte ia trazer-me de novo resultados pouco suficientes em Geometria. Realidade: hoje tive a melhor aula de Geometria, a única desde a primeira, em que de facto aprendi o método em estudo, do princípio ao fim, em que fiz o exercício completo – e tratou-se de uma aula de avaliação.
- Foi com expectativa que esperei a entrega do trabalho de Artes Plásticas, não sabendo de maneira alguma o que haveria de esperar, mas, no entanto, com alguma confiança. Resultado: ainda que a nota não tenha sido contrária ao que esperava, pois não esperava alguma em concreto, desiludi-me com o meu Satisfaz e não seriam os (todos) restantes Satisfazes que me aliviariam a culpa de que eu mesma fiz a minha nota.
- Para Desenho levei comigo o estojo dos lápis de cera, embora fosse mais certo usar somente os lápis de cor. Sabia que não faria nada de extraordinário, mas estava confiante de que a técnica ia aguçar-se agora que ia para terceira aula do mesmo género. Resultado: resolvi usar logo de uma vez a cera e sem pensar se quer alternar coma outra técnica. O primeiro desenho correu bem, mas cansou-me depressa, mesmo antes de ter um melhor acabamento. O segundo desenho foi mais livre, despreocupado (a preocupação estava em Artes Plástica já que acabava de saber a nota), rebelando-me na técnica, completamente. Ficou muito bem.
Conclusão: a realidade é bem melhor.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
211: Campo Grande - Bons Dias
domingo, 19 de julho de 2009
Ao fim de 7 capítulo
Ao fim de 7 capítulos do Viver para contá-la, Gabriel García Márquez, não sei bem se tenho muito para contar. Mas sei bem o quanto está a ser importante para a mim, para a minha pequena e ingénua existencia, a leitura deste livro. É uma viagem pelas memórias de um grande artista que não pretendo copiar (não!), mas que admiro dentro ou fora dos limites do desejo da sua vida para mim.
Sobretudo, o seu estilo de vida. Isto até parece rídiculo assim escrito, mas é verdade! Este homem conseguiu o que eu mais quero conseguir. No entanto, parece-me tão difícil ultrapassar certas dificuldades, principalmente a de que só conseguiria ser bem sucedida se vivesse no mundo que idealizo sem contrariedades. A inevitável certeza de que o que me estorva mais é a minha prórpria cobardia. Porque não existem tais mundos, como com muita probabilidade não existem contrariedades concretas. É que posso dar-me ao luxo de inventar contrariedades, seja de onde e por onde for: argumentos falsos, e arranjados.
Mas Gabito não se deu a esse luxo - a sua miséria chegou a ser tal, que nem eu me atrevo a desejá-la para compor um auto-retrato boémio. Chegou a ser muito pobre mesmo, passou por muitas dificuldades. Já as dificuldades artísticas ele as recebia, admitia e corrigia como um artista e um Homem devem-no fazer! E eu não.Pobre, estúpida.
Para continuar...
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