quinta-feira, 3 de julho de 2008

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Desenho

Quem desenha ou quem lida com desenhos consegue identificar o autor de um desenho pelo traço. É engraçado até ver que, por mais que se diversifique nos temas, nas técnicas, nas composições..., há pessoas que têm um estilo, um traço muito próprio do qual não consegue (ou não quer) fugir. Na verdade, acredito que é algo muito interior, uma característica inata ao desenhador e portanto não escolhe fugir ou não ao traço.
O meu traço é muito provavelmente característico de mim, mas não o sei com toda a certeza porque não tenho distanciamento suficiente para saber isso.
Mas do que consigo perceber do meu Desenho, sei que tenho uma tendência irrevogável para o esboço. E se isso pudesse ser bom, e foi, para algumas situações pedidas, ou até para uma certa fase de desenvolvimento da técnica, vejo agora que parece que não saí desse patamar. E isso não é bom em situação alguma.
De qualquer forma, se vir isto como uma oportunidade, então será, é a oportunidade que eu tenho de perceber o meu Desenho numa perspectiva holística e que dá-me outra oportunidade, a de partir daí para uma nova fase de desenvolvimento. E isso é muito bom, se for bem aproveitado.
A verdade é que não tenho desenhado ultimamente, a verdade é que ando perdida e angustiada com o sentido das coisas, uma questão que não me saí da cabeça, em todos os seus sentidos, em todas as suas possibilidades, até na imagem da sua simples expressão "o sentido das coisas". Então, agarro-me com força, assim espero, ao que percebi - é uma relação teórica com o Desenho que um verdadeiro desenhador não lhe daria muita importância. Agarro-me à verdade (?) de que deverei evoluir para um desenho mais limpo, mais linear, definido, um desenho que parte do entendimento das formas. Deve ser isso que quererá dizer Desenho - e só o percebi passado tanto tempo...
Para ilustrar isto, ou então, verdadeiramente, para acompanhar isto, aqui deixo alguns desenhos do meu último Diário Gráfico acabado. Representarão uma fase anterior do sentido das coisas? Representarão o imediatamente anterior a um novo Desenho?



quarta-feira, 25 de junho de 2008

Esperança I, de Gustav Klimt

Nada me liga a nada.
Fico apenas com estas cores
e com este olhar
como última inspiração -
inspiração de respiração,
porque nem a inspiração criativa
me aparece.

Esta imagem
sabe bem. Cheguei a casa.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

A Arte e a Publicidade

Não tenho o hábito de fazer isto, pelo menos não neste blog: publicar imagem que me mandam por e-mail. Mas estas são de facto muito boas, e este caderno não é feito de hábitos.





quarta-feira, 16 de abril de 2008

interregno.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Enfim, tracei

De voltas as traças, mas não com a mesma intensidade porque parece que com o poema da traça encerrei uma relação obsessiva, mas precisamente pelo poema Eu sou uma traça, que por razões (fortes e) de rigor tive de alterá-lo. O poema pode ser lido na sua versão corrigida neste mesmo Caderno, na publicação que já tinha sido feita.
Foi bastante difícil para mim alterar uma criação já acabada, porque tenho outros poemas, por exemplo, que ainda estão em processo, que ainda estão inacabados e eu sei disso, admiti-o e senti-o. Mas este poema, já o sentia acabado... E é por isso mesmo que não altero o Longa e Pronfunda Golfada, poema que juntamente com o da traça e outro que não publiquei aqui, mostrei à minha professora de Português para uma opinião diferente e talvez mais rigorosa. Então, a professora Armanda sugeriu que alterasse um verso no Longa e Profunda Golfada, verso esse que é um pouco longo demais e não é muito fácil foneticamente.
Tudo isto já se passou há alguns dias, mas hoje enfim decidi-me definitivamente como alteraria o Eu sou uma traça. E então achei que o melhor que tinha a fazer, depois de alterá-lo em todos os sítios onde o tinha escrito, era deixar uma nota de aviso, para que não hajam dúvidas.
E tudo isto, tal como a conversa que tinha tido com a professora enquanto analisávamos os poemas juntas, fez-me pensar no processo de criação e na relação que acabámos por ter com as nossas criações e a importância e sentido que lhes damos. Depois de acabadas, já não podemos fazernada por elas, veivem por si próprias, terão espaço para crescerem e voarem sózinhas, às mãos, olhos, compreensão, razão e sensibilidade dos outros, e aí podemos ajudar, divulgando-as, publicando-as, libertando-as aos outros.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Mulher azul

2.Abril.2008
Digital
1944x2592 1,34MB
Mulher azul é mais uma fotografia em que a cor ganha muita importância, por ser, o azul dominante, profundo e por entrar em contraste com o fundo preto. Mais uma vez, é como se fosse uma pintura.
O nome da fotografia não tem nada a ver com sexismos; tem sim a ver com uma pergunta que a Dê provocou em mim, sem querer, e que se perdeu nos meus pensamentos: será que sou azul? Sempre pensei que era verde, mas foi surpreendente o que a Dê me disse num comentário à última fotografia publicada, Orquídeas azuis (no limiar do real) I. E também acabei por perceber que inexplicavelmente o azul tem me atraído nas fotografias que tenho feito.
Enfim, resta-me dizer que esta fotografia foi tirada num sítio que gosto muito mesmo, a Câmara Escura da minha escola.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Orquídeas azuis (no limiar do real) I


30.Março.2008
Digital
1944x2592 1,02MB
Para já, quero só explicar que não registei o local onde a fotografia foi tirada, como habitualmente faço, porque neste caso não é relevante, como com as fotografias de interior, quase fotografias de estúdio improvisado.
Esta fotografia em particular representa também dois interesses que de repente despontaram em mim. A fotografia abstracta, e isto é quase doloroso para mim, escrever se quer a palavra "abstracta", que se tem revelado num par de fotografias que fiz e que primam pelo contraste, pela sua presença marcante. O outro interesse é a expressividade da cor na fotografia, quase como se fosse uma pintura. E creio que isto, cada vez mais, significa para mim na Fotografia digital, seja qual for o modelo ou a intenção: já que a manipulação é muito importante para este tipo de fotografia, então a expressão que devo lhe dar é quase a de uma pintura.
Poderia então falar muito mais sobre estes dois interesses, e talvez um pouco mais sobre a fotografia, mas já estou a alongar-me demais...
Apenas, apreciem.