domingo, 19 de abril de 2009

Sem Título 4 + um filme sobre uma fotografia


Bairro Alto 11.Maio.2007
Analógica
P&B

Ontem, dia 18 de Abril, apresentei esta fotografia que já havia feito há quase um ano. Fui convidada a oferecer algo do meu trabalho para um leilão de solidariedade. Não fiz nada propositado para a ocasião, talvez porque ande muito preguiçosa... Mas verdade é que gosto mesmo desta fotografia, com a qual me sinto segura para me representar, mais que qualquer desenho feito ou por fazer, ou alguma pintura (daquelas a que ainda me atrevo pouco), ou mesmo outra fotografia. Quem me convidou sugeriu a Sem Título 1 já qui apresentada. eu, porém, acredito que esta é de melhor qualidade.
Para o leilão, pediram-me que fizesse um vídeo ou texto de apresentação da fotografia, do meu trabalho em geral e de mim mesma - respondendo ainda a questões como a natureza da minha "paixão pela Arte" e uma mensagem de apoio à família que beneficiaria com o valor alcançado.
Deixo então o filme, esse sim, feito para a ocasião - e que não se deixe enganar, ele é mais que uma nota à fotografia, é por si uma criação a que dou muito valor. Gostei muito do resultado do filme, tanto que já preferia que fosse ele a minha "obra" representativa e nem tanto a fotografia.


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Bibliotecária

Um homem doido que bate o pé no chão
E as pombas que sobem então.
Uma racha de pedra num muro duro
Da esquina que passo, e passa o tempo,
Na sua espera de pedra onde eu não duro,
Antes lento o olhar, endoidecido (e não o curo).

Não, é tudo ilusão.

Tenho de ir directa ao meu portuário,
Porto de conforto e ordinário
Para o meu pensamento absorto e contrário.

Mas não é a Verdade!

O pensamento é inquieto, como na espera,
Mesmo na espera,
Em que se alongou e olhou
O homem do pé batido e o muro ferido.
E como mais tarde,
Mesmo mais tarde, ao abrigo
Da chuva que se ouve cá fora,
Molha lá dentro e abre caminho
Ao meu pensamento inquieto.
Inquieto na espera, mais tarde, sempre,
Sempre e em toda a hora,
É assim com esperança
Que o descubro agora,
Inquieto desde paga a fiança
Por ti, bibliotecária pronta.
Liberdade para uma desvirtuada realidade,
Por um recibo deturpado
No teu verso que conta,
Mas do meu lado errado.

20 Abril 2008
O antigo e o preferido.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Exercício da volta - da volta, talvez

A traça voa como quem disfarça,
Ama como quem caça, deita-se na cama
E apercebe-se,triste e à toa,
Que não tem nenhuma coisa que se guarde,
De si,boa.

E se uma vez por outra, me pôr a brincar com versos e palavras, rimas de desejos perversos, sonhos e poéticas (de mim) apartadas?
("Sim, fechar!")